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Estudantes assistem palestra sobre comunidades indígenas de MT

Sejudh traz palestras nos períodos da manhã e da tarde até sexta-feira (27), a exposição dos produtores confeccionados pelos reeducandos vai até sábado (28).
Fernanda Nazário | Sejudh-MT

Assessoria/Sejudh-MT
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Estudantes da Escola Estadual Governador José Fragelli, localizada nas dependências da Arena Pantanal, em Cuiabá, assistiram nesta segunda-feira (23.04) uma palestra sobre as comunidades indígenas de Mato Grosso. A atividade integra a programação da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), que realiza até sábado (28.04) diversas ações no estádio, onde está ocorrendo a 13º da Caravana da Transformação.

A professora e pesquisadora em cultura indígena, Karina Aparecida Geraldo, trabalha a temática há 12 anos e em duas horas de palestra contou para os alunos um pouco da história das comunidades indígenas. De início, ela esclareceu aos jovens que nem todos os índios são iguais, informação que despertou a curiosidade dos alunos. Há cerca de 180 línguas indígenas diferentes no Brasil. Em Mato Grosso, existem comunidades indígenas em 55 municípios e duas línguas, o Tupi e Macro-Jê. “Temos grupos que vivem nus e outros que não. Muitos mudam conforme o contato com o ‘homem branco’”.

Índio pode usar celular?

Indagada sobre índio usar celular e andar de carro, Karina explica que o fato de os índios usarem esses itens não significa que eles deixaram de ser quem são. Segundo ela, eles estão apenas adquirindo outra cultura com o tempo, mas a tradição que vem do grupo onde convivem ainda está enraizada neles. “Em outra época o homem não usava celular devido a tecnologia ainda não estar avançada. Hoje, nós já usamos e nem por isso deixamos de ser quem somos”, compara a pesquisadora.

Para o estudante Arthur Henrique Canedo, 14, a palestra foi importante porque ele não sabia de grande parte das informações que foram passadas. “É interessante saber que muitas das coisas que a gente ouve dos ‘homens brancos’ não são verdades. A gente sempre ouve falar que índio é preguiçoso, ganha salário e nasce de caminhonete, o que é mentira, já que tanto nós quanto eles temos a liberdade de ter ou não um carro”, diz.

Mari Brenda Silva, 14, é colega de sala de Arthur e ficou feliz com a palestra. Ela conta que o que mais chamou sua atenção foi sobre a tradição dos xavantes, que cortam os cabelos quando algum integrante de família morre. “Eu nunca tinha estudo isso antes. Achei muito legal”.

Durante a palestra os alunos assistiram vídeos relacionados ao tema e ainda souberam que os índios bororos já habitavam Mato Grosso antes mesmo da descoberta do país. Além disso, eles também aprenderam que o estado abriga o maior parque indígena do planeta, o Parque Indígena do Xingu, de 27 mil km², localizado no norte mato-grossense, divisa com o Pará, em uma região de transição entre o cerrado e a Floresta Amazônica.

O secretário adjunto de Direitos Humanos, Zilbo Bertoli Junior, participou da palestra e ressaltou que investir em conhecimento cultural é imprescindível. “A discussão é importante para os estudantes se conscientizaram mais sobre o assunto, que muitas das vezes é ignorado nas escolas”. O gestor ainda convida a população para participar da programação da Sejudh que trará vários assuntos ao longo da semana. “As escolas e os professores, além de pessoas interessadas, podem participar gratuitamente das palestras”, informa.

Fique por dentro

A programação da secretaria adjunta de Direitos Humanos desta terça-feira (24.04) ficará por conta da Superintendência de Políticas da Igualdade Racial. A atividade inicia às 8h30 com uma reunião com líderes quilombolas para o levantamento das demandas. Depois, às 14h30, o evento segue com uma reunião pública dos povos e comunidades tradicionais do estado, com a presença de representantes do setor, além de apresentações culturais.

Na quarta-feira (25.04), a partir das 8h30, o Centro de Referência em Direitos Humanos fará uma palestra e no período vespertino uma dinâmica temática e hip hop sobre combate às drogas.

As atividades de quinta e sexta-feira (26 e 27.04) ficarão a cargo da Superintendência de Políticas para Mulher. Na quinta-feira, das 8h30 às 11h, será realizada uma roda de conversa com a temática ‘Mulher e Mídia’. À tarde a discussão continua com os temas ‘culpabilização midiática da vítima de violência sexual’ e ‘o discurso masculinizante na mídia’.

As ações de direitos humanos na Caravana encerram na sexta-feira (27) com uma roda de conversa intitulada ‘Estereótipos profissionais’, das 8h30 às 11h; e das 14 às 16h.

Sistema Penitenciário

Serão expostos até sábado (28) os produtos confeccionados por reeducandos de diversas unidades prisionais do estado. Entre as centenas de objetos estarão à mostra: mesas, cadeiras, bancos, armários, churrasqueiras, artesanatos, imagens sacras e itens para cozinha.

Cidadania

Na área do direito do consumidor, o Procon-MT oferta orientações sobre os direitos e deveres dos consumidores, distribuição de materiais informativos e educativos e auxílio à população para registro de reclamações na plataforma on-line www.consumidor.gov.br

Caravana da transformação     

O projeto do Governo do Estado tem como carro-chefe os atendimentos oftalmológicos e os serviços de cidadania. A programação segue até o dia 10 de maio. Na área da saúde, o atendimento funciona durante os 24 dias de evento. Entre os serviços de cidadania são oferecidos os seguintes: emissão de documento, como RG (Documento de Identidade), CPF, Carteira de Trabalho, 2ª via das certidões de Nascimento, Casamento, Óbito e plastificação de documentos.





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